Estado de alerta

a praça debaixo d'água
a lama brota da grama pura
o parquinho das crianças
tornando-se areia movediça
a ferrugem da gangorra
se alimentando da chuva de janeiro
e ninguém brinca de roda
ninguém faz fofoca
velhinhos e crianças
estão em suas casas
vendo a água escorrer pela vidraça

no fim da tarde, quem sabe estie
então um ou outro se aventure
pela praça túrgida de água
pisando folhas inchadas
molhando os fundilhos nos bancos de madeira
respirando a ar úmido que sobe do cimento

assim se pode dar por encerrado mais um dia

aqui, o domingo todo, a mente seguiu alagada em pensamentos

Um comentário:

Anônimo disse...

que lindo...

nara